sábado, 10 de novembro de 2012

Storytelling: a really good tool for teaching and engaging children into learning English.


Que contar histórias é um modo fascinante de engajar as crianças e a manter seu entusiasmo e concentração na sala de aula todos nós sabemos. Mas como conseguir isso ao se deparar com uma geração de pequenos usuários de multimídias, vidrados em Ipad e Ipods e que já nasceram com telas em movimento diante dos olhos?
A concorrência estava acirrada, e me vi perdendo para as telinhas, perdendo para a falta de interesse. Algo deveria mudar.
Meu contexto de pesquisa é o de escola particular bilíngue. Temos 5 horas de imersão em língua Inglesa e cinco dias na semana. Nossa turma consiste de 15 alunos com média de 3 anos e meio a 4 anos completos e, obviamente, todos são de famílias abastadas.
Poucos meses atrás eu havia me deparado com um problema que persistia em nossas aulas; As crianças sempre gostavam do nosso momento “book time”, mas não se mostravam ansiosas ou entusiasmadas com isso. Algumas delas sempre buscavam outras fontes de entretenimento, isto quando, não se mostravam completamente desinteressadas pelo livro e acabavam perturbando a aula e seus colegas.

Havia ainda a dúvida quanto à eficiência do contar histórias e o ensino do idioma, o quanto da língua era de fato absorvida pelas crianças.

Fiz uma pesquisa sobre diferentes técnicas de 'contação' de histórias e fiz alguns testes com a turma. Tentei ver o que eles realmente gostavam e de que forma eu conseguia conquistar melhor sua atenção. Contei a mesma história de modos diferentes e ao final de cada conto, eu lhes perguntava de qual história eles haviam gostado mais.

História com o livro: Escolhi um clássico dos 3 porquinhos. Primeiramente de acordo com a pesquisa feita, incorporei algumas técnicas apresentadas no Storytelling With Children – de AndrewWright: ele diz para usarmos muito as mãos com mímicas, enfatizar palavras chaves e sons importantes. Usei ainda algumas ideias mencionadas por Lenna Glade especialista Canadense em Educação Infantil, algumas dessas ideias eu já havia me deparado em outros workshops, como por exemplo com Jeremy Harmer, também especialista na área de ELT.  Tom de voz, entusiasmo e conhecimento sobre o que está sendo contado são fundamentais para o sucesso da experiência.  É preciso saber muito bem o conteúdo para que a história seja bem contada. Fiz ainda perguntas durante a leitura (ex: Vocês sabem o que aconteceu depois? Ou Advinha o que aconteceu?), para provocar a participação dos pequenos e sempre checando o entendimento linguístico. Todas as palavras mencionadas no texto foram lidas, e não fiz a linguagem mais fácil para que eles pudessem entender melhor. Para que isso fosse possível o livro foi escolhido de acordo com idade dos alunos.
O sucesso foi garantido. Esse livro ainda foi lido outras 3 vezes, e em todas as situações a expressão e entusiasmo foi completamente diferente do eu havia obtido das primeiras vezes.

Histórias contadas através de objetos: Segundo Regina Machado, contadora de histórias, no site da Veja contar histórias é extremamente importante nos dias de hoje porque “vivemos num mundo de muitas coisas, de muita quantidade e pouca qualidade e a história trás uma experiência nova, uma experiência de qualidade (...) somos carentes de experiências humanas”.
Ao pesquisar o tema e lançar minhas dúvidas na internet, me deparei com muitos vídeos, e, dentre eles, o da saudosa Helen Helene do programa infantil Rá-tim-bum. Assistido seus vídeos, onde diversas histórias eram contadas por meio de objetos me veio o desejo de tentar reproduzir algo semelhante em sala de aula. Para ter referencia, usei a mesma história dos 3 porquinhos. Desta vez, usei potes de Yakult para os porcos, um leque para o lobo, canudos, palitos de sorvete e blocos de montar para construir as casinhas. Conforme o desenrolar da história eu ia revelando os materiais. O brilho no olhar, a curiosidade e assimilação foram ainda mais interessantes. A compreensão foi testada, a concentração e o foco foram mantidos por mais tempo e o interesse da turma foi surpreendente. Fiz ainda o teste com contos que eles não conheciam, e com clássicos dos contos de fadas.
Ao final de 3 apresentações dos 3 porquinhos, eu os questionei para saber de que forma eles haviam se interessado mais;
Dos 15 alunos presentes e que passaram pelas duas experiências, 12 preferiram ouvir a história contada com a ajuda dos objetos. Outros 3 ficaram em dúvida, mas afirmaram suas preferências pelo livro;
Ao final dessa experiência pude concluir que uma boa história não apenas enriquece culturalmente, mas linguisticamente. Meu grupo, após ser exposto à contação elaborada e com propósito, teve um enriquecimento de vocabulário, são capazes de reproduzir a história e se lembrarem perfeitamente das sequencia lógica de começo, meio e fim. Tendo em vista o conteúdo linguístico, não há como negar que houve sim um grande desenvolvimento, os trechos mais enfáticos do livro são reproduzidos livremente e com fluência. Nenhuma palavra em português foi usada para elucidar ou traduzir algum vocábulo e ainda assim, todo o contexto foi absorvido.
Concluo então que o momento do Storytelling pode e deve ser mais explorado dentro do curso, seja este, curso regular ou de idiomas. Muito conteúdo pode ser passado e muito além da realidade se pode ir.
Devemos aproveitar que apesar de toda modernidade que nos cerca a infância ainda hoje é cheia de fantasia e mágica.  O desconhecido, o novo e as descobertas são como feitiços e pura magia vistos pelos olhos de uma criança, é nosso dever como educadores usar nossos poderes para transformar momentos tão simples em pura alquimia.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Trabalhando com Projeto no Ensino de Idiomas - CLIL

Não necessariamente você precisa adotar um livro (class book). Eu gosto, acho que dá uma guiada nas nossas atividades e é como rumo, te direcionando durante o ano letivo, mas não é essencial.

Uma boa ideia é adotar projetos.  Entenda projetos por tópicos ou unidades. Você mesmo pode criar tópicos para sua aula/mês/semestre.

No ensino de idiomas temos aqueles básicos:

- Roupas;
- Colors;
- Numbers;
- Family Members;
- Food;
- Etc...

Mas podemos ir além e criar projetos muito mais amplos e com muito mais significado, ex:

- The Seaside;
Neste projeto podemos trabalhar o que é o seaside, os animais marinhos, praias, seasons, the weather, colors, roupas usadas na praia, etc.

- The PicNic;´
É clássico eu sei. Mas é abrangente. Podemos trabalhar a natureza, as comidas, insetos, cores, flores, a primavera.

- Water;
Muito vasto. Vai desde praia, lagos e rios até a poluição e necessidade dela na nossa vida.


Quando se trabalha com projetos se vai além. O vocabulário não fica limitado e muito mais conhecimento é passado. Dá mais trabalho é verdade, mas é mais eficiente e abrangente; Além do que quando se trabalha com crianças ainda não alfabetizadas o livro de sala acaba ficando sem significado. Para os que ainda não sabem ler, o livro é apenas um álbum de figurinha. :)

Jeremy Harmer, estudioso da área já mencionou essa ideia de dar mais significado ao Ensino de Idiomas e usa o termo CLIL (Content and Language Integrated Learning) no blog dele você encontra mais informações a respeito.

 No seu último workshop ele falou sobre isso, e não sei se por ele ou pelo assunto, contagiou todo mundo na platéia! Eu estava lá, lógico, e me encantei com a energia e entusiasmo do cara!!


Tirei uma fotinho, mas tava muito longe.
Os projetos que ele mencionou eram muito maiores, verdadeiramente ricos e com certeza cheio de coisas para passar e aprender...
 Bom virei fã do CLIL e aplicarei com certeza nas minhas aulas. Já fazia antes mas meio que sem guia, sem teorias por trás da aplicação.

Gostei da palestra, gostei da ideia gostei de tudo!

Teacher Gaby :)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dicas para ensinar inglês para crianças;

Quando eu comecei a dar aulas para crianças tive muitas dúvidas. Na faculdade não há muitas aulas de práticas de ensino, e infelizmente não há dicas práticas para o dia a dia de sala de aula.

Baseada na minha experiência, vou listar algumas dicas que poderão facilitar a sua vida:

1- Numero de crianças por sala:
Mais que uma e menos que 10. Quanto mais novas, menor deve ser o grupo. Ex: para crianças de até 5 anos um grupo com 5 kids é melhor. Se forem mais novas, requer mais cuidado. 

2- Atividades
Esse foi meu maior mico. Numa aula de 1 hora, na minha primeira tentativa preparei 5 atividades. Pobre de mim. Crianças tem o tempo de concentração reduzido. Alguns especialistas dizem que é 1 minuto para cada ano de idade; Logo 3 anos, 3 minutos. Em uma hora de aula, quantas atividades você vai precisar preparar?? Faça seus cálculos. Em geral, eu deixava preparada 8 atividades, mas tudo dependia da duração e dificuldade de cada atividade. Fazer um bolo leva mais tempo do que colorir um papel. Brincar com PlayDoh é mais divertido e engaja mais tempo do que cantar Nursery Rhymes.

3- Rotina;
Todo dia, todas as aulas devem começar e acabar da  mesma forma. O conteúdo pode (e deve) ser diferente, mas a apresentação na mesma ordem:. Ex:

( 1 hora à 2 horas de aula)

- Hello Time; (you may use a song)
- Calendar Time; (teach numbers, days of week, months)
- How is the weather?;
- Song time;
- Class subejct; (book, unit or project being developed)
- Activity time;
- Good Bye time;

4- Seja divertida; 
Crianças adoram adultos que não são sérios. Elas amam quando a gente interage e entende o mundo deles. Para tanto, você deve estar a par dos desenhos do momento, objetos de desejo e brinquedos da moda.

5-Aproveite!
O mais gostoso de dar aulas para crianças é que você tem a chance de se divertir também. Os assuntos são leves, eles são engraçadíssimos e a aula é muito mais leve! Sente no chão, cante, brique, corra. Criança não fica sentada na cadeira por muito tempo, então aproveite essa aula para explorar junto com eles.

sábado, 1 de setembro de 2012

Nursery Rhymes - As músicas infantis em Inglês.

Se tem uma coisa que os pais nos perguntam mais frequentemente é sobre as músicas que cantamos em sala de aula.

Entendo, é difícil mesmo entender o que elas cantam, ainda mais se for numa segunda língua. E mais, na cabecinha deles, não fica claro que seus pais não compreendam algo que é tão óbvio para eles.

Ok, estou aqui para facilitar para vocês, hoje (Graças ao Santo YouTube) ficou bem mais fácil termos acesso aos que é apresentado lá fora, e ao que faz parte da cultura estrangeira. Sim, meus caros, pesquisamos tudo online, memorizamos e apresentamos em aula. Não tenho a menor ideia de como era ensinar sem internet!!! 

Um dos meus favoritos é o Muffin Songs eles tem um canal no YouTube com diversos videos, muito bem editados e organizados onde achamos muito do que apresentamos em sala. As vezes com, as vezes sem o vídeo;

Muito conhecido também é o pessoal do Super Simple Songs. São jovens teachers que ensinam no Japão. Videos e dicas muito bem produzidos. os videos mais fofos e lindos são produzidos por eles. Aqui a página deles no Youtube!

Outro muito famoso é Mother Goose é pago, mas tem vários vídeos for free no YouTube também...

Nursery Rhymes é um dos jeitos mais fascinantes de envolver as crianças. Eu sou SUPER fã. Usamos todos os dias e pessoalmente sou apaixonada pelas músicas.




sábado, 18 de agosto de 2012

OMG!!! Ele caiu na Escola!!!!

Chamem o departamento médico! Liguem para 193! Corram em desespero! A criança caiu na escola!!!


Em toda a minha vida profissional, o que mais vi acontecer foram acidentes nas escolas. Dos mais diversos tipos, dos mais impensáveis modos e com os mais  variados resultados.

Vi crianças perderem dentes, vi testa rachada, braço quebrado, mordidas e arranhões dos mais variados. Vi as reações mais variadas das crianças e de pais. Vi crianças corajosas (mais que eu) e vi pais culparem funcionários e professores pelas quedas acidentais de seus filhos.

Sempre achei que nunca conseguiria agir calmamente numa situação de acidente grave, nunca achei que saberia o que fazer. No meu caso, tenho treinamento para isso, curso obrigatório para quem lida com crianças nos EUA, mas nunca me achei preparada. A verdade é que na hora H, soube o que fazer, e no fim, deu tudo certo.

Mas, de quem é a culpa? Que reação ter ao constatar um ferimento no seu filho, ou a receber um telefonema com uma notícia dessas??
Obviamente, deve ser analisado o risco, a situação e o grau do acidente. Foi causado por falta de infraestrutura? Relapso? Escola em má conservação? Se isso for constatado, a escola deve ser responsabilizada ou punida. No entanto a maioria dos acidentes são bem vindos. 

Bem vindos?? Como assim?

Criança que cai é criança que brinca. E isso é ÓTIMO. Ela cai porque testou seus limites, testou suas habilidades e arriscou coisas novas. Não é extraordinário quantas coisas as crianças aprendem brincando?
Cair faz parte da aprendizagem, ao cair ela entende seus limites, e a cada dia tenta superá-los. Por mais que pais e professores gritem aos 4 cantos - Não corre!! Eles vão sempre correr... e só vão parar quando provarem para si mesmos que foram longe de mais.

Temos na escola um aluno de 3 anos que consegue dar "mortais", cambalhotas e piruetas. Tudo incentivado pelos pais. Ele vive se machucando, e a gente desesperada tentando conter o menino. Impossível. Um dia, ao comentar com a mãe dele que uma hora ele acabaria quebrando um braço, a mãe (médica) nos respondeu: "- Se quebrar, conserta!!!"  Entendi ali, que é mesmo impossível conter uma criança de explorar o mundo. Basta olhar no nosso próprio corpo, observar nossas cicatrizes e nos lembrarmos das histórias que elas contam.

PS: Update: recentemente encontrei esse artigo que fala exatamente sobre isso. School ditches rules and loses bullies Fala sobre incentivar brincadeiras arriscadas mas que desafiam a criatividade deixando as crianças mais livres, sem regras e experimentando coisas que normalmente não seriam permitidas por serem muito "perigosas"

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A Tia da Escolhinha

 Quando criança estudei numa EMEI.  Minha professora chamava-se Cristina. A Tia Cristina. Tradição no Brasil, todas as professoras de educação infantil são chamadas de tias.

Quando fui ao ensino fundamental, as coisas mudaram, as 'tias' viraram 'prôs'. E no ensino médio, as prôs que mais gostávamos nos davam a liberdade de chamá-las de 'tias' novamente.

Ao ir à faculdade, recém-saída do ensino médio e cheia e vícios daquela época, num lapso, chamei  a professora de Francês de 'tia'. Ela, com olhar de horror, virou para mim e disse: - Que falta de respeito é essa? Quem você pensa que é para me chamar de 'tia'? ; que vergonha passei...

Nos Estados Unidos todas as professoras são chamadas pelo sobrenome: Miss Smith, Misses Williams, Ms Jones... e isso acontece desde o jardim da infância. Um sinal de respeito e de distanciamento.

Agora, e aqui, por que a Professora de Educação Infantil é chamada de tia? 

Vamos deixar claro: Tia, é irmã de sua mãe, ou irmã de seu pai. E só isso. Nós somos P-R-O-F-E-S-S-O-R-A-S.  No meu caso, TEACHER, já que leciono em escola bilingue.

Não há motivo algum em diminuir a profissional à 'tia'. Veja, toda professora estudou no mínimo 4 anos de graduação, a maioria tem pós-graduação, uns 60% tem duas graduações, no caso das professoras de escola bilingue, falam fluentemente um segundo idioma, grande parte teve vivência e cursos no exterior; participamos de treinamentos, workshops e palestras semestralmente, ou seja, muitas educadoras tem MUITO mais graduação que muitos profissionais de outras áreas. Você chamaria seu médico de 'tio'? Ou seu advogado? Ou ainda, seu chefe?? 

Pois é, somos profissionais como todos os outros. Muitas vezes mais dedicados que muita gente. É verdade que mal-pagos, isso é. Mas sinceramente, não dá para ser professor sem ter dom e paixão. Muita gente até se forma em Pedagogia, Letras ou Matemática, mas praticar é para poucos, só para aqueles que tem amor pela profissão...

E diminuir um profissional tão dedicado à 'tia', é humilhante. E hoje entendo minha Professora de Francês, sinto o que ela sente. Depois de tantos anos de estudos, tanta dedicação, eu tenho sim ORGULHO de ser PROFESSORA.



XOXO, Teacher Gaby

terça-feira, 24 de julho de 2012

A Escola mata a Criatividade?

Só essa semana, essa é a 2ª vez que ouço essa discussão. Li no Potencial Gestante e resolvi deixar aqui minha opinião como Teacher;
Primeiro devo dizer que concordo com muitas coisas que ele diz. Sim na sala de aula e durante o decorrer de nossas atividades tendemos a querer o grupo todo organizadinho e fazendo o que "mandamos"; A sala de aula obediente é o sonho de toda professora.
Esse vídeo é ótimo porque nos faz pensar, abrir os olhos. Prestar atenção nas diversas habilidades que uma criança pode ter. Que respeitar a curiosidade e os questionamentos dos pequenos é também aprendizado.

Sem dúvida, nos faz pensar...



Por isso, duvide de uma sala de aula limpinha, de crianças limpinhas e da falta de cores. Criança que aprende é criança que se suja. Que brinca. Que testa seus limites. Que se machuca. 

Como diz uma colega minha: "- Quer silêncio? Vá trabalhar numa UTI " 

Que tipo de educador você é? 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ele não está falando inglês!!!!

Muitas mães me questionam que seus filhos se recusam a falar inglês em casa; Isso as deixa frustadas e ainda inseguras quanto ao aprendizado de suas crianças. É de se esperar, certo?

Para ser breve e clara, eu devo lhes dizer: ISSO é ABSOLUTAMENTE NORMAL. 

Muitas vezes as crianças se sentem envergonhadas na frente de muitas pessoas e mais ainda quando são pressionadas à demonstrar suas habilidades. Eles normalmente tendem a recusar realizar tarefas ou falar sobre algum assunto quando sabem que estão sendo observadas. Isso acontece repetidas vezes até mesmo na sala de aula. Lembra do seu nervosismo quando sua professora avisava que teria chamada oral?? 

A pressão para agradar os pais é tanta, que muitas vezes o medo de errar os bloqueia. E isso, convenhamos, é de se entender. Vergonha, timidez e até mesmo a insegurança pode sim traumatizar seu filho. De tempo ao tempo! 

Então meu conselho é: Seja natural. Espere e seja MUITO paciente. Não exija demais de crianças tão pequenas, afinal eles ainda tem muito tempo para aprender.

Se ainda assim, você quiser "testar" o entendimento de seu pequeno, sugiro que comece com pequenos comandos, e não com perguntas. Comece dando pequenas ordens em inglês, use aquelas que você saiba que são utilizadas em sala de aula, tipo: "-Go wash your hands", ou ainda "-please, sit down". Se ele responder ao comando, ou ainda repetir a sua fala, bom sinal!!

É mais comum a criança entender do que falar. A escuta é a primeira das habilidades que se aprende em uma língua. Em seguida vem a fala, depois a leitura e a última habilidade seria o a escrita.

Esse comportamento ansioso, normalmente ocorre em pais que não dominam o 2º idioma, então deixo aqui três dicas:
- 1º procure não satisfazer suas frustrações no seu filho. Cada ser tem sua própria vida e sua própria história.
- 2º convenhamos, seu filho não é mico de circo! É bem feio ficar expondo um ser ainda tão frágil na rodinha de amigos, vizinhos, etc...
- 3º  nunca é tarde de mais para aprender, já tive alunos com 70 anos e com 7 anos,  e posso dizer que os dois aprendem com o mesmo brilho no olhar! corra para a sala de aula, já!!!

Boa sorte,

Teacher Gaby 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Escola Bilíngue X Escola de Idiomas;

Essa dúvida está sempre presente quando os pais decidem que é hora de seus pequenos aprenderem uma segunda língua.
O que é melhor (sempre queremos o melhor, right?) para eles. Em qual escola aprendem melhor e qual seria a melhor escola??

Muitos pais, seguindo a moda e a tendencia do mercado, estão procurando as Escolas Bilíngues para "matar dois coelhos com uma cajadada só". A criança aprende um segundo idioma e ainda se desenvolve pedagogicamente. É uma mão na roda... mas é caro. Bem caro.

Outros pais, optam por uma Escola de Idiomas. O preço é mais accessível, mais pessoas tem acesso e é o método mais conhecido de se aprender Línguas; Mas, quando começar? Que tipo de escola escolher? Que método? E o que esperar?

Bom, vamos aos poucos. Existes diferenças óbvias, mas que a olhos leigos podem não parecer tão claras assim:

A Escola Bilíngue, é antes de mais nada uma escola. Seu principal objetivo é desenvolver conceitos, evolução de motricidade, coordenação motora, ou seja, desenvolver pedagogicamente as capacidades de cada criança. Isso tudo é claro em outra língua, o que torna as coisas bem mais complexas.  O mais importante neste caso é o desenvolvimento geral, e não apenas o idioma. Portanto, se uma criança assimilou os conceitos geométricos (quadrado, retângulo, etc) o que realmente importa é isso, e não se ela os registra na língua mãe ou na 2ª língua. O ensino aqui é o foco. A língua é consequência.   

A Escola de Idiomas tem como prioridade o Ensino da Língua. Suas regras gramaticais, seu uso, suas formas e peculiaridades. Neste caso, em algumas escolas podem até haver atividades pedagógicas envolvidas, mas o foco sempre será a Língua. 

Qual escolher? Isso é escolha própria, do próprio bolso. Cada uma têm um preço. Vocês devem levar em consideração a qualidade e renome da instituição, qualidade das instalações e a habilitação dos profissionais envolvidos. Cuidado, tem muitas escola por aí com dentista dando aula de inglês. E não acredite na palavra dos donos, eles farão qualquer coisa para vender mais uma matrícula. Vá a fundo, investigue, pergunte. Afinal são esses  profissionais que cuidarão do seu mais precioso bem: SEU FILHO!



quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Agenda - Diário.

Muitas escolas de Educação Infantil adotam a agenda como meio de comunicação. É um modo prático e eficiente dos professores se comunicarem com os pais. Concordo!

Teacher, devo confessar aqui, amamos encher a agenda de glitter, fru-fru, corações e arabescos; Além de teachers, somos mulheres e ADORAMOS frescurinhas.... 

Dias atrás, tava num blog de uma mamãe que fez um post sobre o tanto que ela escrevia na agenda da filha e o quanto ela adorava e ao mesmo tempo se controlava para não escrever demais... he-he.

Eu respondi o post dela, dizendo que sim, adoramos recadinhos, mas que a questão em si era o TEMPO. Sim minhas caras, porque eu vou dizer, TEMPO no jardim da infância é algo  precioso. Em questão de segundos, as coisas acontecem. E entenda por coisas de mordidas e empurrões, à  testa rachada e pernas quebradas; Sendo assim, façam os cálculos: uma sala média, numa escola particular, tem em geral 15 alunos por sala. Se gastarmos 5 minutos escrevendo e respondendo cada detalhe dos recadinhos enviados, seriam 75 minutos = 1:15hs.  Imaginem o caos que viraria?  Se em 5 minutos as coisas mais improváveis podem acontecer, imagine em 1:15?? É.

E tem mais, e este é meu motivo número 1: O poder da escrita;  Eu, particularmente, amo escrever e muitas vezes, me expresso melhor escrevendo. Mas para isso, preciso de tempo e na correria, o que escrevemos pode ser mal interpretado. O tom de voz, a intenção, os sentimentos são difíceis de serem transmitidos num pedaço de papel. E uma confusãozinha pode começar por nada...

Mas... você deve escrever? 

Deve. O essencial. O necessário. O Sim e o Não do passeio. Um ok, pode deixar. Um recadinho carinhoso, um toque ou uma idéia... serão sempre bem-vindos!! Contudo, não fique triste se a resposta for um simples OK. Aposte que a resposta é simples para que a atenção aos pequenos seja sempre prioridade!



E Boa Aula!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Adaptação Escolar - Dicas


Bom, 
Todas sabemos que a adaptação escolar é sempre um novo desafio. Especialmente aos pequenos que nunca foram à escola antes.

E como fazer?? 

Bom, caras mamães e caras leitoras... tudo depende das regras colocadas por cada escola. Leia, entenda e aceite as instruções que a escola estabeleceu. Pode ter certeza de que foi tudo pensado com o intuito de fazer essa etapa ser transcorrida da melhor forma possível. Sugestões, óbvio, são sempre bem vindas.

Mas tem sempre as regras gerais e essas dicas eu dou do ponto de vista do Professor/Teacher:

1- Avise a criança apenas alguns dias antes que ela vai à (uma nova) escola. Não antecipe muita informação. Arrume a mochila na noite anterior e chame seu filho para participar desse momento. Mostre o uniforme e novos (possíveis) acessórios que vão fazer parte da rotina dele. No carro/caminho lembre-o do que vai acontecer na escola e de VOCÊ irá buscá-lo logo, logo;

2- No portão, (de acordo com as regras de cada escola) de preferência à não entrar na escola. Diga beijo e tchau. Vire as costas e saia. Ele pode chorar, mas passa. Confie nos profissionais da escola, eles certamente vão fazer de tudo para acolhe-lo; (VOCÊ pode e deve chorar muito, mas no carro, longe da criança, please) :)

3- A gente jura que se a criança chorar muito, ligamos sempre para a mãe;

4-  Seja persistente, pode levar algum tempo, mas a criança se acalma. Até mais que 1 mês, mas com a ROTINA as coisas melhoram muito.

5- Rotina. Tenha uma e mantenha por um bom tempo, se não para sempre. Rotina mostra regularidade, o que passa segurança para a criança e diminuí a ansiedade. Estabeleça horários para a TV, almoço, banho e uniforme.

6-  Tenha um ponto de aconchego (dependendo da idade da criança) pode ser uma naninha, uma chupeta, paninho, boneca. Algo que a criança seja apegada e que traga conforto num momento de stress. 

7 - Na sala de aula (caso isso faça parte do programa de adaptação da escola) procure ficar o mais distante possível da criança e se esforce para que ela crie laços com a professora e funcionários da escola. Se seu filho(a) estiver bem e entrosado, vá embora. Muitas vezes, a criança está super bem e ao ver a mãe, volta ao choro. Fotos também devem ser controladas. No portão, em casa, mas não durante o trabalho e EM ESPECIAL, nesta semana onde qualquer motivo de distração dever ser evitado;

8- Caso seu filho se recuse à ir com as professoras ou funcionárias da escola e não saía do seu lado, você tem duas opções: 1- Entregue a mãozinha dele e saia. (coisa difícil demais de fazer), ou 2- ignore-o. Sim. Ignorar. Completamente. Muitas vezes vejo mães tendo longas conversas com o filho, tentando lembrá-lo do "combinado" que tinham feito, e conversinha aqui, e mas meu filhinho ali,  e sinceramente devo dizer, sabe o que ele está entendendo? Blá, blá blá, blé, blé, blé.... e minha mãe está me dando atenção, então vou ficar aqui. Crianças de 1 ano à 5 anos não entendem regras muito bem, não se lembram de acordos e são levadas sempre pela emoção. Especialmente os mais novinhos. Não importa o que você fale, ele só compreenderá que você está dando atenção e isso é tudo que ele precisa. Neste momento ficar quieta e mostrar que ficar ao seu lado não é legal, nem divertido é sua chave para o sucesso.

9-  Mande um lanchinho light, que a criança goste, mamadeira (se for o caso) e evite coisinhas que possam gerar competição ou que sejam "porcaritos". (No "Comer para Crescer" tem várias opções de lancheiras saudáveis)

10- Confie e acredite nos profissionais que VOCÊ escolheu. Dê esse crédito aos professores e tempo. Tempo é sempre a chave de tudo; Evite ficar "espionando", aparecendo na janela, só para dar aquela olhadinha. Acredite que toda escola tem um planejamento e atividades específicas para cada idade. 

11- Seja pontual ao entregar e buscar a criança na escola. Venha no horário estabelecido, e evite atrasos; Ao pegar a criança de volta sempre a elogie pelo bom comportamento e por ter ficado na escola sem chorar!